Jéssica Balbino está de volta com as resenhas da Literatura Marginal
“Leva no sarau, salva essa alma aí”. A frase da música “Subirodoiustiozin”, do Criolo, no álbum Nó na Orelha, é uma clara referência à efervescência cultural que acontece hoje nas periferias de todo país – especialmente em São Paulo – com os saraus que crescem e surgem a cada dia nas quebradas.
Prova disso é que a cada dia surgem novos leitores, escritores e críticos desta nova literatura. Claro que, como tudo, há sempre coisas boas e coisas ruins sendo feitas, mas, num saldo, a cena é positiva e muita coisa boa tem para ser apreciada.
Aliás, a minha pilha de livros e produções vindas das periferias cresce a cada dia. Resenhá-los para 2012 é uma das metas (daquelas que pretendo cumprir).
Produções próprias, editoras que se rendem a literatura dita como marginal, periférica, divergente ou do oprimido. Mostras periféricas, da quebrada, eventos, mesas de discussão e debates e saraus completamente lotados, com gente esperando para entrar, viajando para chegar e sedentas para beber na fonte a literatura real, do dia-a-dia.
Neste texto, informal, de fim de ano, expresso minha satisfação em saber que pessoas como eu estão dispostas a escrever histórias como a minha e mais, que juntos, formamos um movimento, uma voz, um time que cria os próprios caminhos e prova: os brasileiros gostam de ler, sim!
Em 2012, nesta coluna, acompanhem as resenhas de Literatura Marginal, feitas por mim, uma ávida leitora. Até semana que vem. Muita literatura em nosso quilombo virtual.
Leia aqui a primeira resenha no site Central Hip Hop “Um retrato Fiell do morro Santa Marta”.
Créditos: Jéssica Balbino